domingo, 6 de novembro de 2011

Acredito mais em quem escreve por necessidade de escrever do que naquele que escreve por necessidade de ser lido.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Não gosto quando começo a pensar na minha vida em montagem paralela, como se simultaneamente algo acontecesse definindo o futuro do que faço agora.
Necessidade de onisciência, creio eu.
Peguei no dedo de uma estátua e pedi pra ficarmos juntos e felizes pra sempre.
Eu não tinha superstições e não acreditava em "pra sempre", mas um dia você veio me salvou da torre. Agora eu torço todos os dias pra infinitude de nós dois.
Ausência é um bicho estranho, rói a gente por dentro. Tem ausência que é tão grande que só saudade não define. Deito na cama e fico numa solidão que parece não ter fim, leio até adormecer e depois acordo assustada com a casa vazia e o escuro lá onde eu o deixei.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

E já não dá mais nem pra ficar na fossa e chorar por horas,
adormecer assim e acordar sem saber de nada.
A engrenagem louca dessa coisa que se chama vida nos engole e somos atropelados um pouco a cada dia.

O espaço de escrever o pensamento vai ficando esvaziado porque é mais difícil tornar público aquilo que não é confortável, mais uma culpa a se evitar no futuro, quem sabe.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fascistas e colonizadores têm em comum o fato de acreditar que estão acima do bem e do mal.
Se impõem e massacram quem lhes é diferente porque creem deter a verdade, a lucidez e a razão.